Eu estou precisando tanto escrever, mas to sem computador, so com um notebook sem acentos, o que torna impossivel escrever algo que pareca decente. Mas a necessidade e tanta que nao me aguentei e vim escrever.
To precisando tanto de verdades, fatos concretos, sentimentos expostos. Tanto os meus, quando o dos outros.
Sao 4:11 da madrugada, eu de ferias, me sentindo um lixo por nao saber como me expressar, mostrar para as pessoas como elas sao especiais pra mim, me perguntando porque eu nasci tao covarde a ponto de nao conseguir dizer a alguem que eu quero que se importe, que me cobre, me procure...
Esse blog e um vicio, acho as vezes ate que ele me faz mal. Porque acho que posso descarregar meus descontentamentos aqui e nao falar aos outros o que realmente penso, o que sinto, o que eu QUERO de verdade.
Me vejo cometendo os mesmos erros de sempre, os mesmos erros que sempre resultam em dor tremenda, dor de alma, de coracao e, mesmo assim, nao consigo tirar coragem de algum lugar para mudar o que estou fazendo agora.
E isso e triste, acreditem. Saber que eu perco as coisas (le-se pessoas) com meus proprios atos. Machuco a mim mesma, sei disso e nao consigo mudar.
Melhor eu ir dormir.
obs IMPORTANTISSIMA: outra coisa triste e eu me referir ao plural quando quero falar do singular.
singular, singular.... ah se voce soubesse como voce e importante, singular. ;/
Motivo
16 de nov. de 2008
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste :
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada.
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste :
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada.
Eu sei que literalmente ninguém lê aqui, mas às vezes é tão confortante ler alguma das coisas que escrevo... Me faz lembrar da coragem que eu tenho mas que, em certos momentos, parece fugir desesperadamente da minha alma.
Aí me dá uma vontade de gritar, de revolucionar, de mostrar ao mundo quem eu sou... Acho que tá na hora de eu virar a atriz principal do meu próprio filme.
Aí me dá uma vontade de gritar, de revolucionar, de mostrar ao mundo quem eu sou... Acho que tá na hora de eu virar a atriz principal do meu próprio filme.
E talvez o caminho seja tortuoso, tanto que por muito irão falar da distância que ainda preciso percorrer até a felicidade. Certamente, não sigo pelo mais fácil, mas é apenas uma forma de abstrair certas conclusões, enxergar de forma diferente aquilo que vêem como normal.Então é chegado dado momento em que sabotar minhas verdades se torna regular. Não sei até onde isso é saudável, correto ou incoerente. Só sei que, evitar a verdade, mesmo que sabotada, é ato errôneo que transforma em cegueira opcional aquilo que nos é jogado na cara.
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