As certezas que eu tenho

30 de jul. de 2008

Acredito que por toda a minha vida sempre estarei a procurar quem de fato eu sou e qual realmente é o meu papel no mundo. Mas coisas que de fato são e realmente existem, são muito refinadas, peneiradas, um universo muito pequeno se compararmos com o tamanho que é o plano em que vivemos. Eu quero ser tudo aquilo que eu puder ser e exercer o papel de um mutirão de pessoas. Eu espero poder mostrar um pouco daquilo que acredito ter de valor enquanto meu cérebro ainda funciona, meu coração pulsa e minha alma sente. Porque a cada dia que vivemos é um dia que morremos e, eu não sei o que esperar da morte, mas sei que não posso esperar enquanto há vida. Porque a vida tá aí e, se eu não fizer o que devo fazer hoje, terei de fazer amanhã e adiar o que deveria fazer amanhã para sabe-se lá quando. Eu não quero me preocupar com o que há fora de mim, porque a máscara que carrego comigo hoje, não será a mesma amanhã e ninguém me amará de verdade por aquilo que aparento ser, mas sim por aquilo que de bom eu sei que tenho por dentro e que carregarei sempre comigo. Eu quero poder fazer mudanças enquanto há tempo, aceitar derrotas como vitórias e chorar por cada momento bom e ruim. Pois isso fará de mim o que eu sou, e não aquilo que esperam que eu seja. Não pretendo cumprir metas que satisfaçam a vontade alheia e não vejo motivos para que façam o mesmo por mim. Quero menos brigas, menos egos, menos competições e menos complicação. Eu quero alguém pra amar e alguém que me ame por eu me amar como eu sou.
Eu não quero viver a vida de um modo fácil, pois assim não aprenderei com os problemas e de nada terá valor o tempo em que vivi. Mas também não quero torná-la um tormento. Eu quero morrer vivendo e nunca viver morrendo.
Eu quero tantas coisas de fato, que por fim percebo que as coisas que eu realmente sou e serei na vida, fazem parte de um universo tão imenso que não caberiam dentro do mundo em que vivemos.

Aliteração

7 de jul. de 2008

Como definir quem eu sou se não sei o que é ser? Eu só sei que nasci sendo quem eu sou, sabendo que, apesar de já ser muito, apenas ser quem nasci sendo não basta para eu saber se realmente ser o que eu penso que sou, é o suficiente para saber se sou feliz. Então utilizo o meu tempo de ser para tentar saber o que será que descreveria quem realmente eu sou, para que alguém possa entender como é ser eu.