Vai se esforçar, tentar voar, querer se desprender desse mundo tão caótico. Seu cérebro já não aguenta mais tanta confusão, tanta indecisão; seu corpo pede por mais adrenalina, mais oxigênio, mais transpiração. Sua alma sussurra o que te falta, lhe faz agir impulsivamente por aquilo que deseja.
Nada chega a fazer sentido, mas tudo ao mesmo tempo é tão simples. O viver lhe traz dúvidas intensas que podem ser decifradas com inúmeros pensamentos ou apenas por pequenos atos. Será que é realmente tão difícil nessa vida, aprendemos a agir? Porque será que temos tanta dificuldade em contar verdades que, ás vezes estão tão estampadas em nossas caras e não podemos esconder, mas continuamos fingindo ser apenas impressão? E porque nos preocupamos tanto com a opinião daqueles que nos fazem querer viver se, na realidade, estes deveriam conhecer nossa alma ao invés de nossas carcaças, máscaras?
Todos sabemos como, com apenas alguns atos e poucas palavras verdadeiras, podemos virar o jogo para nós e termos aquilo que tanto almejamos. Mas também sabemos como este mesmo ato pode se virar contra nós e destruir todos nossos sonhos e momentos imaginados. Talvez esteja aí a graça da vida; o fato de não sabermos como será o dia de amanhã, se aqueles que dizem nos querer bem vão estar lá se o mundo resolver nos destruir. Provavelmente a vida não teria graça se tudo fosse certo e se os sentimentos que temos pelos outros não nos fizessem agir indecisamente, impulsivamente, inconscientemente.
Talvez se eu tivesse a resposta para as perguntas acima, não precisaria nem escrever tudo isso. Talvez gostar de escrever textos assim refletem quão grande é minha indecisão, minha incerteza, minha covardia de não saber demonstrar aos outros aquilo que sinto ou quem realmente sou. Talvez minha alma não tenha nascido com a aptidão de se arriscar quando é preciso, de entender quando algo é realmente sério. Talvez a resposta pra tudo seja sempre Talvez. Talvez.
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