Mais do que eu sei

2 de dez. de 2007

Eu prefiro a arrogância à mentira. Sempre procurei traçar a minha vida pelo caminho mais curto, me esquecendo que preciso seguir o mesmo ritmo daqueles que me amam e daqueles que eu quero bem. Talvez esses atos tenham deixado marcas permanentes em mim. Nunca pensei em arrependimento na minha vida; para mim, essa palavra não consta no meu dicionário. Apesar de sempre agir por impulso, acho que as coisas são assim porque haviam de ser. Ás vezes, chego a ser insensível a ponto de machucar os outros sem dó e, em outras ocasiões, me sinto ferida por atos alheios que nem intenção de me machucar tinham. Já apostei tantas fichas na idéia de aproveitar a vida sem pensar no que pode acontecer depois, que me acostumei com as conseqüências que isso pode trazer. Aquelas pessoas que sempre estão brincando, fazendo piadas, rindo, tendo atenção de todos e que sentem prazer em deixar os outros felizes, são as mesmas que, em sua solitude têm os pensamentos mais inquietantes, as maiores fixações e as mais capisciosas perguntas.Quando acharem que me conhecem, eu provo o contrário. Seria impossível os outros me entenderem, se nem eu mesma consegui tal proeza.

Talvez

9 de out. de 2007

Vai se esforçar, tentar voar, querer se desprender desse mundo tão caótico. Seu cérebro já não aguenta mais tanta confusão, tanta indecisão; seu corpo pede por mais adrenalina, mais oxigênio, mais transpiração. Sua alma sussurra o que te falta, lhe faz agir impulsivamente por aquilo que deseja.
Nada chega a fazer sentido, mas tudo ao mesmo tempo é tão simples. O viver lhe traz dúvidas intensas que podem ser decifradas com inúmeros pensamentos ou apenas por pequenos atos. Será que é realmente tão difícil nessa vida, aprendemos a agir? Porque será que temos tanta dificuldade em contar verdades que, ás vezes estão tão estampadas em nossas caras e não podemos esconder, mas continuamos fingindo ser apenas impressão? E porque nos preocupamos tanto com a opinião daqueles que nos fazem querer viver se, na realidade, estes deveriam conhecer nossa alma ao invés de nossas carcaças, máscaras?
Todos sabemos como, com apenas alguns atos e poucas palavras verdadeiras, podemos virar o jogo para nós e termos aquilo que tanto almejamos. Mas também sabemos como este mesmo ato pode se virar contra nós e destruir todos nossos sonhos e momentos imaginados. Talvez esteja aí a graça da vida; o fato de não sabermos como será o dia de amanhã, se aqueles que dizem nos querer bem vão estar lá se o mundo resolver nos destruir. Provavelmente a vida não teria graça se tudo fosse certo e se os sentimentos que temos pelos outros não nos fizessem agir indecisamente, impulsivamente, inconscientemente.
Talvez se eu tivesse a resposta para as perguntas acima, não precisaria nem escrever tudo isso. Talvez gostar de escrever textos assim refletem quão grande é minha indecisão, minha incerteza, minha covardia de não saber demonstrar aos outros aquilo que sinto ou quem realmente sou. Talvez minha alma não tenha nascido com a aptidão de se arriscar quando é preciso, de entender quando algo é realmente sério. Talvez a resposta pra tudo seja sempre Talvez. Talvez.

Se houvesse tal fórmula de felicidade...

13 de jul. de 2007

Já não se quer mais saber de sofrimentos, esperas e lamúrias! O tempo não pára e a vida é curta demais para ser pequena. Faça a sua estadia nesse mundo ser inesquecível, insuperável, memorável!
Queremos que saia um decreto que diga que a partir deste momento, será restritamente proibido o desperdício de oportunidades, felicidades e amores! Queremos uma lei que obrigue os seres humanos a serem mais racionais que cachorros, menos egoístas e mais felizes! Queremos perder o conceito de felicidade instantânea, a idéia de que o pra sempre sempre acaba, que se não der certo é porque não chegou ao fim. A gente quer que tudo dê certo, que as amizades e amores durem a eternidade, que não hajam mais decepções e perdas; que a trilha sonora de nossas vidas seja sempre a mais feliz, que se houverem lágrimas sejam de felicidade e que os ataques de gargalhadas sejam infinitos!
Se aprendermos a enxergar a luz que há dentro de cada ser que habita esse plano espiritual, sem nos preocupar com o material, o físico e o inoportuno, talvez a vida seja mais azul. Talvez os problemas pareçam formigas comparados aos elefantes que serão nossas felicidades. Talvez a gente entenda que, para ser feliz, não é preciso mais do que estar em paz consigo mesmo e querer fazer a diferença; esquecer de olhar pro próprio umbigo e apenas reclamar e começar a agir.
Se um dia todo mundo se der a mão... Ah, aí sim o planeta Terra vai começar a girar ao nosso favor... ;]
Eu não sei mentir verdades, ignorar sentimentos, fingir amor.
Eu não sei perdoar completamente as pessoas, eu não sei me perdoar.
Eu não sei dizer coisas bonitas, nem segurar palavras feias.
Eu não sei chorar de felicidade, nem segurar choros de tristeza.
Eu não sei expressar sentimentos bons, nem sei esconder momentos de raiva.
Eu não sei viver, mas sei viver.
Eu sou ser humano, mas às vezes não sei ser humana.

Excesso, excesso, excesso.

2 de mar. de 2007

Às vezes eu acho que este blog ficaria repetitivo se eu escrevesse nele frequentemente. Porque se eu escrevo de vez em nunca e os assuntos são sempre tão próximos uns aos outros, imaginem se, dia sim, dia não eu postasse aqui.
Por que dizer isso? Porque (de novo) eu escrevo apenas pra dizer que as coisas são SEMPRE assim. Será que é nosso dever como ser humano avisar ao próximo sobre o perigo que ele pode correr se envolvendo em algo que você já se envolveu e machucou-se? Teria sentido se todos nós escrevêssemos plaquetas dizendo coisas do tipo "Não se aproxime do Fulano. Risco de arrependimento e desilusão" e colássemos no colo das pessoas que nos fizeram derramar lágrimas? E será que as coisas vão ser SEMPRE assim pra SEMPRE? Talvez a vida pareça uma roda gigante que não pára de dar voltas e, não sei se vocês foram avisados, rodas gigantes podem causar enjôo.
Acho que eu nunca comentei isso com ninguém, mas eu escrevo pelo puro prazer de conseguir soltar o meu excesso de pensamentos de algum modo. Você, caro leitor que pode ou não estar lendo isso (se bem que, se não está lendo não é leitor, muito menos caro), para mim, só é importante se de alguma maneira eu fizer você refletir sobre coisas estúpidas comigo e até mesmo ter pensamentos em excesso como eu. Se você lê o que eu escrevo e vê apenas palavras, desculpe caro leitor, você é menos leitor (caro então, nem preciso citar) do que a pessoa que não está lendo isso.
Mas voltando ao excesso de pensamentos e ao foco deste post, eu agradeço à vocês que em algum dia me fizeram chorar, sofrer, espernear, andar de bananeira, descabelar-me, pois são os sentimentos que me fazem agir assim que produzem em mim pensamentos excessivos e estes, por sua vez, me fazem escrever textos que talvez um dia, um ano ou quem sabe em uma década farão alguém, nem que seja um único ser, refletir sobre toda a paranóia da vida.

Pontos de Vista

Não seja burro a ponto de acreditar em suas próprias mentiras.O ser humano tende a ser o mais estúpido possível. Ser tão estúpido a ponto de não saber quando parar e quando tem direito à liberdade. Entenda e creia em tudo o que eu sinto. Desconfie e questione tudo aquilo que eu lhe digo. As verdades nem sempre vêm em forma de palavras, muito menos de ações. As verdades vêm nos momentos mais inesperados e inapropriados e sempre nos jogam em alto mar, esteja a maré alta ou não.Pense no que eu tento falar. Fale o que você tenta pensar. O mundo às vezes não faz sentido algum e tudo que a gente precisa fazer é tirar mais ainda o sentido das coisas.Viva cada dia como se fosse seu último momento nesse mundo. Não engane os outros, não minta, não tente ser aquilo que você não é. A real essência de cada ser humano é tão pura, cristalina e radiante que aqueles que não aguentam tanta pressão nos olhos acabam se camuflando em personagens que nem mesmo nas histórias que ouvimos por aí se encontram. Tente não deixar nada pra depois. Procure não fazer nada em excesso; felicidade, brigas, compras, barracos, choros demais nunca fazem bem. Procurar pêlo em ovo dá dor de cabeça.
O viver é o intervalo que temos entre o nascimento e a morte, quanto mais vivemos, mais estamos morrendo. É tão pesado o fardo de não saber se terei chances de mudar coisas que fiz e farei. Chega a ser sufocante imaginar que posso estar enganada em relação a tudo aquilo que está ao meu redor. Mas afinal, de que adiantará eu tanto pensar e escrever, se ao fim de tudo, resposta alguma terei eu?

Mentiras

E aí de repente você se pega pensando em tudo que aconteceu.E aí quando você menos percebe tá fantasiando momentos na sua cabeça.E sem querer, a vida vira de cabeça pra baixo, os problemas parecem ter seus tamanhos multiplicados por vinte e fingir que está tudo bem acaba virando rotina.E um dia, ao acordar, sente que tudo mudou, que o coração tá apertado e que os perfumes não são mais tão cheirosos.Então você percebe que a única coisa que lhe resta é escrever palavras covardes que possuem quilos de sentimentos corrompidos, destruídos, machucados.Se valeu a pena? É no que mais você pensa.Se tudo vai mudar? É seu maior desejo.Se o amor é invitável? É o que mais te aflige.O que nos resta, é mentir.Mentir para si mesmo.Mentir e viver.